O homem acusado de disparar uma arma de fogo no hotel onde o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), participava de um jantar com jornalistas na noite deste sábado (26/4), enviou um recado aos seus familiares cerca de 10 minutos antes do ataque.
O professor Cole Tomas Allen, de 31 anos, afirmou acreditar que era seu dever matar o presidente norte-americano e funcionários do governo.
Segundo a NBC News, o suspeito estava armado com uma espingarda, uma pistola e facas quando invadiu um posto de segurança e correu em direção ao salão de baile onde ocorria o jantar de gala com jornalistas responsáveis pela cobertura da Casa Branca. Ele trocou tiros com policiais e acabou sendo contido no local.
O evento era realizado no Salão Internacional do Washington Hilton Hotel, no mezanino, dois andares abaixo da entrada principal do edifício. Com o barulho dos disparos, Trump foi escoltado pelo Serviço Secreto dos EUA para fora do evento.
Detalhes da mensagem
Poucos momentos antes do ataque, Allen enviou uma mensagem a familiares pedindo desculpas a seus pais, colegas, alunos, testemunhas e outras pessoas pelo que estava prestes a fazer, de acordo com a transcrição de parte dos escritos fornecida à NBC News por um funcionário de alto escalão da Casa Branca.
“Não espero perdão”, escreveu Allen. “Mais uma vez, minhas sinceras desculpas.”
Na carta, Allen criticou Trump sem citá-lo nominalmente. Ele também escreveu sobre a segurança do hotel. Afirmou que esperava mais das medidas de proteção.
O suspeito descreveu uma espécie de “lista de alvos”, ao afirmar que funcionários do governo seriam atacados em ordem de hierarquia, com exceção de Kash Patel, diretor do FBI.
“Funcionários do governo (exceto o Sr. Patel): eles são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo”. Allen acrescentou a seguinte mensagem: “Sinto raiva ao pensar em tudo o que esta administração fez.”
Segundo a NBC, o irmão de Allen contatou o Departamento de Polícia de New London, no estado de Connecticut, logo após o ataque, ao receber o bilhete.
O Departamento de Polícia de New London confirmou ter sido acionado por volta das 22h49 de sábado, pouco mais de duas horas após o tiroteio, “por um indivíduo que expressou preocupação com o incidente ocorrido no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no início da noite”. A polícia contatou autoridades federais e o denunciante foi interrogado.
A irmã de Allen também informou ao Serviço Secreto e à Polícia do Condado de Montgomery que seu irmão tinha tendência a fazer declarações radicais e que já havia mencionado um plano de fazer “algo” para resolver os problemas do mundo.





