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Apreensões de emagrecedores ilegais chegam a R$ 10 milhões

Quase uma tonelada de produtos irregulares foi interceptada em triagem postal em Campo Grande; mercadorias eram enviadas para vários estados e levantam alerta para riscos à saúde






Uma ofensiva contra a circulação de produtos irregulares para emagrecimento já retirou do mercado quase uma tonelada de ampolas e canetas sem registro sanitário em Mato Grosso do Sul.

As apreensões, feitas no centro de triagem dos Correios em Campo Grande, somam mais de R$ 10 milhões em mercadorias, considerando o valor final ao consumidor.

As ações começaram em fevereiro e ocorrem de forma contínua, com fiscalização diária.

O foco é interceptar encomendas suspeitas antes que cheguem aos destinos — muitos deles em estados do Nordeste, o que indica o uso da logística postal para distribuição em larga escala.

Segundo os fiscais, parte das remessas era camuflada para tentar burlar a inspeção. Os produtos apareciam escondidos em meio a outras mercadorias, inclusive alimentos, além de estarem armazenados sem controle adequado de temperatura e sem garantia de procedência.

Entre as irregularidades encontradas estão a ausência de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, falhas de rotulagem e suspeitas sobre a composição das substâncias, o que acende alerta para riscos à saúde de quem consome esse tipo de produto.

O material apreendido está sob guarda da Secretaria de Estado de Saúde e deve ser destruído nas próximas semanas. Paralelamente, dados sobre remetentes e destinatários foram encaminhados às autoridades para aprofundamento das investigações.

As apurações incluem possíveis crimes contra a saúde pública e indicam a atuação de grupos organizados na distribuição desses itens. A força-tarefa reúne órgãos de vigilância sanitária, além de entidades reguladoras e operadores logísticos.