Política e Transparência

Vorcaro pede a Mendonça autorização para fazer exames fora da prisão

As investigações em torno do Master envolvem suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com autoridades






O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu autorização ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), para fazer exames de saúde fora da prisão. Ele está na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 19 de março.

Antes ele estava na Papuda e foi para a PF diante da possibilidade de Vorcaro firmar um acordo de delação premiada. O empresário é alvo de investigações relacionadas ao Banco Master.

Em março, o banqueiro deu início às negociações para um acordo de delação premiada. O primeiro passo foi a assinatura de um termo de confidencialidade com a PGR (Procuradoria-Geral da República) para uma eventual colaboração. A tendência é de a delação ocorrer em maio.

Caso Vorcaro decida por esse caminho, ele terá de oferecer informações efetivas e verificáveis, capazes de contribuir concretamente para o avanço das investigações — não basta apenas apresentar relatos genéricos.
As investigações em torno do Master envolvem suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com autoridades públicas.

Preso

Vorcaro foi preso de forma preventiva em 4 de março. Inicialmente, ele foi levado para o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Depois, foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, no interior paulista.
Em 6 de março, Vorcaro foi levado para a Penitenciária Federal de Brasília.

Ao decretar a prisão preventiva de Vorcaro, o ministro André Mendonça apontou o banqueiro como líder de uma organização criminosa e afirmou que a prisão preventiva era necessária para garantir a ordem pública e econômica, preservar a instrução criminal e assegurar a futura aplicação da lei penal.

Segundo Mendonça, as investigações sobre o Master indicam que o empresário tentou atrapalhar o trabalho de apuração da PF após sair da cadeia à época da primeira prisão dele, em novembro de 2025.

Entre os elementos citados na decisão está a suspeita de ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões em contas ligadas ao pai do investigado para fraudar credores, enquanto o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) teria sido acionado para cobrir um rombo estimado em quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro.

A decisão também menciona indícios de que Vorcaro teria comandado um núcleo de intimidação e coerção, usado para monitorar, ameaçar e agredir desafetos, além de suspeitas de tentativa de corrupção de servidores do Banco Central em troca de informações privilegiadas e favorecimento em fiscalizações. (R7)