O PSDB pretende medir a viabilidade e a competitividade de uma candidatura própria ao governo de São Paulo antes de decidir sobre um eventual apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2026.
A discussão interna deve ganhar força a partir de maio.
Não há prazo definido, no entanto, para a conclusão do debate. Interlocutores afirmam que a decisão pode se estender até julho, período em que começam as convenções partidárias.
Parte da direção da sigla avalia que o apoio a Tarcísio de Freitas é um caminho bastante possível, principalmente se uma candidatura própria – hoje colocada na figura do ex-prefeito de Santo André e presidente estadual da federação tucana com o partido Cidadania, Paulo Serra (PSDB) – não mostrar competitividade suficiente. Nesse sentido, pesquisas de intenção de voto devem ser avaliadas.
Já o Palácio dos Bandeirantes, internamente, fala em grande probabilidade de apoio. Uma fonte do alto escalão chuta 95% de chances. Em levantamento divulgado na última quinta-feira (16), Paulo Serra apareceu em terceiro lugar nas intenções de voto para o governo, com 4,6% – há quem atribua o número a um possível reconhecimento, por parte do eleitor, do sobrenome, muito ligado ao ex-governador José Serra, também tucano.
Nos últimos dias, lideranças tucanas como Aécio Neves e o próprio Paulo Serra estiveram com Tarcísio, em encontros que aproximaram os grupos, mas nada foi definido. Até o momento, o PSDB tem mantido quadros em estados-chave, como parte de uma estratégia de tentar se manter relevante nacionalmente.
A definição deve passar, também, pela federação entre PSDB e Cidadania em São Paulo. Na próxima terça-feira (28), o deputado federal Alex Manente (Cidadania) assume o comando da federação no Estado, em cerimônia em Brasília. A decisão, portanto, será tomada de forma conjunta entre os partidos. Nesse sentido, há expectativa de que a saída de Serra do comando o impulsione como possível candidato. (As informações são da Jovem Pan)





