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Trump afirma não ter sido convencido por Israel a entrar na guerra

A fala do presidente americano acontece em meio a novas tensões no Estreito de Ormuz e com ida de JD Vance ao Paquistão nesta segunda (20) para negociações






O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (20) que Israel nunca o convenceu a entrar na guerra contra o Irã, contrariando algumas notícias que apontaram nesse sentido. O conflito entre os três países começou no dia 28 de fevereiro e se expandiu pelo Oriente Médio.

 "Israel nunca me convenceu a entrar na guerra com o Irã; os acontecimentos de 7 de outubro, somados à minha opinião de toda a vida de que O IRÃ NUNCA PODE TER UMA ARMA NUCLEAR, foram o que fizeram isso", afirmou em uma publicação no Truth Social.

Trump também afirmou que os resultados da guerra no Irã "serão incríveis".

"Assim como os resultados na Venezuela, sobre os quais a mídia não gosta de falar, os resultados no Irã serão incríveis — e, se os novos líderes do Irã (Mudança de Regime!) forem inteligentes, o Irã pode ter um futuro grandioso e próspero!", disse.

Também nesta segunda, Trump, disse à rede de TV Fox News que um acordo com o Irã pode ser assinado nesta segunda (20) no Paquistão.

A declaração completa informações que ele havia dado em uma entrevista anterior ao New York Post, na qual afirmou que Vance e a delegação americana estavam a caminho de Islamabad para as negociações.

O Paquistão atua como mediador na guerra entre os EUA e Irã.

Irã não confirma se vai negociar
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira (20) que ainda não tomou uma decisão sobre sua participação na próxima rodada de negociações com os Estados Unidos, após acusar Washington de não levar o diálogo a sério.

"Neste momento, enquanto falo, não temos nenhum plano para a próxima rodada de negociações e nenhuma decisão foi tomada a respeito", declarou o porta-voz da diplomacia, Esmail Baqai, durante uma entrevista coletiva.
Uma nova rodada de negociações entre os dois países estava prevista para começar nesta segunda no Paquistão.

No domingo (19), o presidente Donald Trump anunciou que uma delegação americana viajaria ao Paquistão para reativar as negociações com o Irã, ameaçando destruir "todas as usinas elétricas e todas as pontes do Irã" se as conversas fracassarem.

O vice-presidente dos Estados Unidos chefiará a delegação americana, segundo um funcionário da Casa Branca. JD Vance liderou o grupo de negociadores americanos que viajou ao Paquistão para o primeiro ciclo de diálogo, junto com o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner.

A imprensa iraniana destacou que a suspensão do bloqueio naval americano é uma condição prévia para as conversações.

Cargueiro iraniano é interceptado

O Comando Central do Exército dos Estados Unidos divulgou um vídeo do momento em que militares entram no navio cargueiro iraniano interceptado no Golfo de Omã no domingo (19). As imagens mostram militares descendo de rapel diretamente nos contêineres do navio cargueiro, conhecido como Touska.

Antes da entrada dos militares com o auxílio de um helicóptero, os EUA já havia interceptado o navio a partir de outra embarcação. Segundo o presidente norte-americano, Donald Trump, a embarcação tentou furar um bloqueio naval imposto pelos EUA no Golfo de Omã. 

Trump afirmou que o navio foi atingido após desobedecer a uma ordem de parada das forças norte-americanas. De acordo com o presidente, um "buraco" foi aberto na casa de máquinas da embarcação.

"Neste momento, fuzileiros navais dos EUA estão com a custódia da embarcação. O TOUSKA está sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA devido a um histórico anterior de atividades ilegais. Temos controle total do navio e estamos verificando o que há a bordo", disse.

O Irã afirmou que o ataque é uma violação do cessar-fogo e prometeu uma resposta aos Estados Unidos. Ainda segundo Teerã, o navio saiu da China e tinha como destino um porto iraniano.

A ação norte-americana foi feita em meio a uma escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos, a poucos dias do prazo para o fim do cessar-fogo entre os dois países. O principal ponto de atrito envolve o tráfego de navios no Estreito de Ormuz.

Na sexta-feira (17), o Irã anunciou a reabertura total da rota. Um dia depois, no entanto, voltou atrás e disse ter fechado a via por causa do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos a portos iranianos.

No sábado (18), a Guarda Revolucionária do Irã atirou contra dois petroleiros indianos que transitavam pela região. A ação foi criticada por Trump nas redes sociais.

"O Irã decidiu disparar tiros ontem no Estreito de Ormuz — uma violação total do nosso acordo de cessar-fogo!", escreveu Trump em publicação na manhã de domingo. "Isso não foi nada legal, foi?" (Com g1)