Política e Transparência

Pesquisas eleitorais acendem alerta com queda na popularidade de Lula

Atual presidente perdeu fôlego e já está numericamente atrás de Flávio Bolsonaro (PL) nos últimos levantamentos






 

As últimas pesquisas eleitorais vêm causando preocupação no entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em todos os levantamentos, o petista tem perdido fôlego nos últimos meses e uma vantagem confortável se transformou em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)) em cenários de segundo turno projetados por todos os institutos.

Em alguns deles, inclusive, o senador ultrapassou numericamente o atual presidente.

Apesar do alerta, o cenário interno não é de terra arrasada: a reportagem apurou que o PT não pretende recalcular a rota no momento e acredita que o cenário econômico e o início oficial da campanha vão potencializar a candidatura de Lula. “Flávio está em campanha, o presidente, ainda não”, disse um deputado. O sentimento é ecoado por outros congressistas e líderes de PT e partidos aliados.

No campo econômico, aliados do presidente esperam pelos efeitos da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. O histórico recente, no entanto, não é animador: recordes de empregabilidade, inflação controlada e o exito na negociação para derrubar a maioria das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos não conseguiram evitar a queda de Lula nas pesquisas. Por isso, o governo aposta mais fichas em um projeto mais popular: o avanço da discussão pelo fim da escala 6×1.

Irresponsabilidade fiscal 

A resistência do setor produtivo, no entanto, ajuda a narrativa da oposição de que a suposta irresponsabilidade fiscal do governo Lula vai “quebrar” o Brasil. Apesar disso, a avaliação é que, faltando poucos meses para a eleição, a pauta ajuda a alavancar a candidatura do atual presidente, especialmente entre os mais jovens, demografia que é uma das que mais rejeita Lula e o PT.

Além do mais, a queda de popularidade do petista é atribuída, entre outros aspectos, a escândalos como o desvio de R$ 6,3 bilhões de contas de aposentados e pensionistas do INSS e o caso do Banco Master, cujo foco é a delação premiada do dono da instituição, Daniel Vorcaro, que pode comprometer ministros do STF e respingar no governo.  

Diante disso, o Palácio do Planalto aposta no discurso do presidente. A dificuldade, no entanto, está em traduzir a linguagem analógica para a nova realidade. Na era das redes sociais e dos cortes, Lula tem dificuldades para se adaptar. Por outro lado, a direita domina o meio desde a primeira campanha de Jair Bolsonaro (PL). (Com informações da Jovem Pan)