Política e Transparência

Crianças da zona rural sofrem com a negligência de prefeita

Mais uma demonstração de insensibilidade: Adriane não se importa com a crise do transporte escolar.






A Prefeitura de Campo Grande ainda não informou o tamanho dos impactos que a suspensão do transporte escolar está causando, tanto no ano letivo como no aprendizado dos alunos da Rede Municipal de Ensino (Reme) que moram na zona rural.

A impressão que se tem é de uma cruel indiferença da prefeita Adriane Lopes (PP) a um problema anunciado e estabelecido por conta do tratamento de importância secundária que a educação pública recebe desta gestão.

Crianças da zona rural de Campo Grande ficam sem aulas

Segundo informações de familiares dos alunos, os veículos (ônibus e kombis) interromperam o transporte porque a prefeitura municipal não paga regularmente as empresas responsáveis pelo serviço.

Outro motivo levantado seria a falta de combustível, que inviabilizou o atendimento de algumas rotas. É grave o prejuízo, principalmente para quem estuda mais longe e perde o conteúdo aplicado em aulas desde a semana passada, num período em que são feitas as avaliações de conhecimentos.

Estão perdendo aulas desde o dia 07 deste mês os alunos da Escola Municipal Orlandina Oliveira Lima, na Colônia do Aguão, distante cerca de 38 km da cidade de Campo Grande.

(Foto: Imagem ilustrativa).

Os quatro filhos da trabalhadora rural Maelly Valente, 31, não vão à escola desde o dia 09. O motorista do veículo que faz o transporte contou que a empresa responsável não quis continuar o serviço por falta de pagamento da prefeitura.

Maelly mora em um sítio a 76km da área urbana. “A minha vizinha tem quatro crianças e há outras fazendas com alunos. Quando as crianças perdem aulas, perdem provas, ficam atrasadas, não conseguem acompanhar o restante da turma”, queixa-se Maelly.

Uma de suas filhas iniciou um curso no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), oferecido na escola, a 50 km de casa. Mas não consegue acompanhar o cronograma. “Tem etapas para cumprir e ela não está indo, porque o problema é o transporte”, queixa-se. Folha CG