Campo Grande decidiu endurecer o jogo contra um velho problema que há anos incomoda a população: terrenos baldios tomados pelo mato, lixo e risco à saúde.
A prefeitura colocou nas ruas uma força-tarefa pesada e agora quer o morador como aliado direto na fiscalização.
A ordem é clara: acabou a tolerância com abandono. A nova estratégia junta várias secretarias, tecnologia própria e ação direta nas ruas para atacar os chamados “lixões urbanos”, que viraram terreno fértil para doenças e pragas.
A mudança já começa com reforço de peso: 350 agentes de endemias passaram a atuar também como fiscais, ampliando drasticamente o alcance das equipes. E não para por aí — agora qualquer cidadão pode denunciar irregularidades pelo celular, em poucos minutos.
Com o aplicativo +CG aplicativo, o morador ganha poder de ação imediata. Basta tirar uma foto, marcar o local e enviar a denúncia. A reclamação entra direto no sistema e já inicia o processo de fiscalização.
O recado é direto: viu mato alto ou lixo acumulado, denuncie.
A ofensiva vai muito além da estética urbana. Terrenos abandonados são considerados bombas sanitárias, principalmente por favorecerem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável por doenças como dengue e chikungunya.
Na prática, esses espaços viram criadouros silenciosos que colocam bairros inteiros em risco.
Segundo a prefeitura, a integração das equipes vai permitir identificar focos em tempo real, acelerar notificações e pressionar os responsáveis a agir — ou arcar com as consequências.
A gestão municipal admite que o problema é antigo, mas agora aposta em uma combinação mais agressiva: tecnologia, fiscalização em massa e participação popular.
Apesar do discurso educativo, o tom é de cobrança. Proprietários que insistirem no abandono entram no radar e podem sofrer medidas administrativas.
A prefeitura também deixa claro que não pretende esperar o cenário piorar com o avanço de doenças: a ideia é agir antes que a situação saia do controle.
A operação envolve desde fiscalização e limpeza até segurança e controle interno, numa tentativa de fechar o cerco em todas as frentes.





