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Violência na fronteira pressiona por reforço policial em Ponta Porã

Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) analisa pedido para aumentar o efetivo policial na região






O avanço da violência na região de fronteira com o Paraguai voltou a acender o alerta em Mato Grosso do Sul. Em Ponta Porã, episódios recentes ligados ao crime organizado, execuções e disputas entre facções têm reforçado a sensação de insegurança entre moradores.

A cidade, que faz divisa direta com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, é considerada estratégica para o tráfico internacional de drogas e armas.

Nos últimos anos, a região tem sido palco frequente de crimes violentos, muitos deles com características de acerto de contas, o que desafia a atuação das forças de segurança.

A dinâmica da fronteira, com circulação intensa de pessoas e mercadorias, dificulta o controle e exige ações mais integradas entre os órgãos policiais. Enquanto isso, moradores relatam preocupação com a frequência de ocorrências e cobram presença mais ostensiva nas ruas.

Nos bastidores, a pressão por reforço no efetivo policial ganhou força. A avaliação é de que o número atual de agentes não acompanha a complexidade da região, marcada por rotas do tráfico e atuação de organizações criminosas.

Diante desse cenário, o tema chegou à Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). O presidente da Casa, deputado Gerson Claro (PP), encaminhou ao Governo do Estado um pedido para ampliar o efetivo das polícias Militar e Civil em Ponta Porã.

A solicitação foi direcionada à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e reforça uma demanda que também já vinha sendo apontada por autoridades locais. A expectativa é de que o Estado avalie medidas para conter a escalada da violência e fortalecer a segurança na faixa de fronteira.

Na avaliação do presidente da Alems, o aumento recente das ocorrências tem pressionado o trabalho das forças de segurança, que já operam com efetivo limitado diante da complexidade da região de fronteira. Ele defende que a ampliação do contingente é fundamental para dar mais agilidade às ações policiais, intensificar o patrulhamento e reduzir a sensação de insegurança da população.

O pedido também considera uma demanda apresentada pela Câmara Municipal de Ponta Porã, indicando que a preocupação com a segurança pública não se restringe ao Estado, mas também é compartilhada pelas lideranças locais.