A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet oficializou sua saída do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e ingressou no PSB (Partido Socialista Brasileiro), consolidando de vez sua aproximação com o campo governista e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A mudança marca uma guinada política significativa. Depois de construir sua trajetória com um discurso de independência e críticas ao PT — incluindo posicionamentos duros em episódios como o Mensalão — Tebet agora passa a integrar formalmente um partido alinhado à base de Lula.
Durante o ato de filiação, a ex-ministra deixou claro o novo posicionamento.
Disse que vê no PSB sua “segunda e última morada” política e reforçou o compromisso com o projeto do governo federal, afirmando que pretende atuar para ampliar a base aliada, especialmente em São Paulo.
“Eu, no juramento final, digo que tenho convicção que esta é minha segunda e última morada”, esclareceu a ex-ministra durante filiação.
A troca partidária estreita alianças políticas do PSB com o governo Lula. Simone Tebet enfatizou sua aliança ao governo Lula. “Com amor, com ética e com coragem vamos juntos ajudar o governo do presidente Lula a eleger o maior número possível de parlamentares aqui (São Paulo) e no restante no Brasil”, finalizou.
Novo discurso
Nos bastidores, a mudança é interpretada como um movimento estratégico. Ao trocar o MDB pelo PSB e transferir seu foco político para São Paulo, Tebet busca viabilizar uma candidatura ao Senado em um dos maiores colégios eleitorais do país — agora respaldada por uma estrutura partidária mais próxima do Palácio do Planalto.
A guinada, no entanto, reacende questionamentos sobre coerência política. Para críticos, a trajetória recente evidencia uma mudança de discurso difícil de ignorar. Já aliados argumentam que a nova fase representa adaptação ao cenário político e construção de alianças necessárias para governabilidade.
Entre estratégia e convicção, a ex-ministra passa a trilhar um novo caminho — desta vez, definitivamente ao lado de Lula, um politico desgastado devido ao seu envolvimento com uma série de denúncias e escândalos em seu governo, incluindo o desvio de R$ 6,3 bilhões de contas de aposentados e pensionistas do INSS, além do caso do Banco Master.





