Esta segunda-feira (6) será marcada como histórica para os astronautas da missão Artemis II. Inicialmente porque é neste dia que eles irão participar do objetivo da missão, que será sobrevoar a Lua.
Porém, há outro aspecto que ganhará destaque também quando eles chegarem próximo da superfície lunar. Os quatro se tornarão os seres humanos a viajarem mais longe da Terra na história, superando o recorde de 1970 da missão Apollo 13.
A expectativa é que a nave Orion chegue a uma distância de 252.760 milhas (por volta de 406.773 quilômetros) da Terra. Na década de 70, a Apollo chegou a 248.655 milhas (por volta de 400.171 km) de distância.
Eles devem ultrapassar a marca anterior por volta das 14h58. Às 19h chegarão a marca máxima.
Com isso, a Artemis II superaria em cerca de 4.000 milhas (aproximadamente 6.400 km).
Isso possibilitará diversas observações inéditas da Lua, como seu lado oculto e regiões pouco visualizadas ou exploradas por cientistas.
Chegada na Lua
Nesta madrugada, precisamente à 1h42, no horário de Brasília, a cápsula Orion atingiu o ponto em que a força gravitacional da Lua supera a da Terra.
No momento mais crítico da missão, às 19h44, a Orion começará a passar por trás da Lua e os astronautas vão ficar cerca de 40 minutos sem comunicação com a Nasa.
Pouco depois das oito da noite, a tripulação vai atingir a aproximação máxima do satélite, a menos de 7 mil quilômetros, e atingir o ponto mais distante da Terra já alcançado por seres humanos.
O período intensivo de observação científica vai durar cerca de 6 horas, terminando por volta das dez e vinte da noite.
Durante esse tempo, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen vão obter o máximo de informações possíveis para garantir o próximo pouso na Lua, em 2028.
A jornada de volta começa ainda nesta segunda (6), logo após a Orion atingir seu ponto mais distante. Segundo a Nasa, a cápsula sairá da esfera de influência gravitacional da Lua nesta terça-feira (7) e iniciará uma viagem de quatro dias em direção à Terra.
A missão integra um plano de longo prazo para estabelecer uma presença humana contínua na Lua e preparar futuras viagens a Marte.
A retomada do programa lunar dos Estados Unidos, após mais de 50 anos, ocorre em meio à disputa geopolítica com a China e à busca por recursos minerais.
Segundo os cientistas, um desses recursos é o hélio-3, que é abundante na Lua e raro na Terra. Estima-se que o satélite tenha quantidade suficiente para produzir até dez vezes mais energia do que todo o petróleo, carvão e gás disponíveis na Terra.
O hélio-3 é apontado como combustível para reatores de fusão nuclear, tecnologia que pode mudar radicalmente a forma como o mundo produz energia. (Com CBN)





