Esportes

Vasco encaminha acordo para venda da SAF por valor superior a R$ 2 bi

Quase dois anos depois de tirar a 777, direção de Pedrinho se aproxima de acordo com novo investidor






A diretoria vascaína e os representantes de Marcos Lamacchia se reuniram nesta semana para mais uma rodada de negociações da venda da SAF do Vasco.

Após longas discussões e análises financeiras, as partes encaminharam um acordo para a venda da SAF por valores superiores a R$ 2 bilhões.

As negociações ainda passam pelo cronograma final de investimentos antes de ser levado aos conselhos do clube para aprovação. Ao mesmo tempo, Marcos trabalha para passar pela agência de fair play financeiro da CBF.

Existe um pré-acordo com compromissos de investimentos mínimos estabelecidos para cada área do clube. Entre elas, transferências de atletas, folha de pagamento, infraestrutura em CT, fluxo de caixa, esportes olímpicos (via lei de incentivo). Mais toda a dívida do clube e da SAF - a princípio, o novo investidor vai seguir o previsto no pagamento da recuperação judicial.

O Vasco ainda não se manifesta sobre o acordo - mas Pedrinho, na CBF esta semana, mostrou confiança em fechar a transação. O clube confia que Lamacchia realize investimentos para além do mínimo obrigatório. O acordo de compra é por 90% da SAF do Vasco.

A parte que cabe à A-CAP, do "espólio" da 777, é de responsabilidade do Vasco e está inclusa no preço de venda da SAF. Mas nenhuma das partes acredita em entraves para o avanço da negociação.

O Vasco não irá se manifestar até a conclusão da negociação e assinatura dos documentos e até passar pelos Conselho Beneméritos, Deliberativo e demais poderes do clube.

RJ: Vasco começa pagamentos

Ao mesmo tempo que avança para a venda da SAF, o Vasco iniciou neste primeiro trimestre pagamento inicial da recuperação judicial. O clube tem previsão de fechar o mês de março com quase R$ 20 milhões em dívidas pagas nos primeiros três meses do ano.

No primeiro trimestre, o Vasco vai completar pagamento de até R$ 8 milhões até o fim do mês de março - apenas de débitos dos credores cíveis e trabalhistas listados na recuperação;

Nesta semana ainda, o Vasco tem previsão de pagar aproximadamente R$ 10 milhões referentes a um dos planos de acordos coletivos que ficaram acumulados na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas) da CBF;

O Vasco ainda tenta novo acordo entre os planos coletivos na CNRD na CBF, mas ainda não conseguiu aprovação do órgão da CBF.