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Irã: Países que ajudarem a reabrir Ormuz serão cúmplices dos EUA

Ministro das Relações Exteriores alertou que participação em tentativas de romper o bloqueio iraniano ao Estreito seria “cumplicidade na agressão e nos crimes"






O Irã afirmou que os aliados que ajudarem os Estados Unidos a reabrir o Estreito de Ormuz correm o risco de "cumplicidade" com o que classificou como crimes de guerra.

O alerta veio do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

Em uma conversa com o chanceler japonês, Toshimitsu Motegi, ele declarou que a crise atual no estreito foi causada pelos EUA e por Israel, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores do Irã em uma publicação no Telegram.

Araghchi afirmou que a participação de qualquer país em tentativas de romper o bloqueio iraniano constituiria “cumplicidade na agressão e nos crimes hediondos cometidos pelos agressores.”

Com a guerra no Oriente Médio, a rota crucial por onde passa 20% do petróleo no mundo tem sido bloqueada pelo Irã.

O presidente americano, Donald Trump, chegou a pedir que aliados, e até adversários como a China, ajudassem a reabrir o Estreito de Ormuz, mas a ideia enfrentou resistência.

 Trump então passou a criticar países europeus depois que rejeitaram a exigência de enviar navios de guerra para escoltar petroleiros através do estreito.

Muitos líderes disseram que poderiam estar dispostos a participar de uma coalizão para patrulhar a via marítima assim que as hostilidades terminassem.

CNN Brasil