Estado

Governador Eduardo Riedel articula avanços com Bolívia em gás, energia e logística

Encontro com autoridades brasileiras e bolivianas discutiu mudanças no gás, integração ferroviária e acordo energético com impacto direto no Estado.






O governador Eduardo Riedel colocou Mato Grosso do Sul no foco de discussões estratégicas entre Brasil e Bolívia durante agenda realizada na segunda-feira (16), em Brasília.

O encontro reuniu autoridades dos dois países, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, e teve como eixo principal o fortalecimento da integração econômica e estrutural na região de fronteira.

Entre os temas debatidos, o gás natural boliviano apareceu como prioridade.

O produto, que entra no Brasil por Mato Grosso do Sul, tem peso relevante na economia estadual e é visto como peça-chave para impulsionar o setor industrial.

A possibilidade de ajustes nas regras que envolvem o combustível foi tratada como fundamental para atrair novos investimentos.

Outro ponto em pauta foi a infraestrutura logística, com destaque para a Hidrovia do Rio Paraguai e a situação da ferrovia Malha Oeste, que deve ir a leilão ainda este ano.

A conexão com a malha ferroviária já existente na Bolívia também entrou na discussão, abrindo caminho para ampliar o escoamento de produção e fortalecer a integração regional.

“São temas essenciais para o desenvolvimento do Estado. A questão do gás, da hidrovia e da ferrovia são estruturantes e precisam avançar para garantir novos investimentos”, afirmou Riedel.

Interligação dos sistemas elétricos

Na área de energia, um acordo firmado entre os dois países prevê a interligação dos sistemas elétricos, com conexão passando por Mato Grosso do Sul, na região de Corumbá.

A iniciativa deve ampliar a oferta energética e reforçar a segurança no abastecimento, além de abrir espaço para trocas de energia entre Brasil e Bolívia.

Segundo o governo federal, o projeto inclui a construção de linhas de transmissão e uma estação de conversão, com capacidade aproximada de 420 megawatts. A troca de energia será feita a partir de excedentes de cada país, sem comprometer o atendimento interno.

Para Riedel, o conjunto de medidas discutidas reforça o papel estratégico de Mato Grosso do Sul no cenário sul-americano. Pela posição geográfica e pela proximidade com países vizinhos, o Estado se consolida como um corredor logístico e energético, com potencial para atrair investimentos e ampliar sua participação no comércio internacional.