A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), destacou o potencial produtivo do cinturão verde da Capital e a necessidade de organizar a cadeia de produção e comercialização da agricultura familiar no município.
Segundo ela, o desafio é estruturar o sistema para que as famílias rurais consigam produzir, vender e ampliar a renda no campo.
“Nós temos o cinturão verde. O nosso desafio é fazer com que essas famílias forneçam a produção. Será uma cadeia que vai funcionar organizada, por isso queremos capacitá-los e fortalecê-los”, afirmou a prefeita ao tratar das ações voltadas ao desenvolvimento da zona rural.
O tema foi discutido durante reunião entre representantes da Prefeitura de Campo Grande e do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária ), que avançaram nas tratativas para firmar parcerias voltadas ao desenvolvimento rural e à regularização fundiária de assentamentos.
Entre os pontos debatidos está o fortalecimento do programa Agro Social, iniciativa municipal que leva serviços públicos diretamente às comunidades rurais e assentamentos, incluindo atendimentos sociais e orientações a produtores.
Zona rural
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, o programa foi criado justamente para atender moradores da zona rural que têm dificuldade de acesso a serviços básicos.
“Às vezes a gente pensa que a necessidade de apoio social está apenas na cidade, mas muitas comunidades do campo também enfrentam dificuldades para acessar serviços, como exames de saúde ou emissão de documentos”, explicou.
Além da oferta de atendimentos, o município também tem buscado melhorar a infraestrutura de acesso às áreas rurais, principalmente com intervenções em estradas, o que facilita o deslocamento de moradores e o escoamento da produção.
Durante a reunião, o superintendente do Incra em Mato Grosso do Sul, Paulo Roberto da Silva, afirmou que está em construção um acordo de cooperação técnica entre o órgão federal e o município.
Segundo ele, a parceria deverá priorizar a regularização fundiária de assentamentos localizados em Campo Grande, como Conquista, Estrela e Três Corações, além de apoiar iniciativas voltadas aos assentados da reforma agrária.
O diálogo também inclui ações voltadas às comunidades quilombolas existentes na Capital, como Tia Eva e São João Batista, com o objetivo de ampliar o acesso a políticas públicas e serviços voltados à população rural.





