À frente da Casa Civil do Governo de Mato Grosso do Sul, Walter Carneiro Júnior atua em uma das áreas mais sensíveis da administração estadual: o ponto de convergência entre governança, articulação institucional e organização política.
Em ano pré-eleitoral, a missão ganha complexidade adicional — conciliar as atribuições administrativas da pasta com o avanço natural do calendário eleitoral.
A Casa Civil é responsável por coordenar a relação com os municípios, a Assembleia Legislativa e a bancada federal, além de acompanhar a execução de prioridades estratégicas do governo.
Em paralelo, o cenário de 2026 já impõe definições partidárias, ajustes de base e reorganização de alianças, exigindo habilidade política sem comprometer o foco na gestão.
Waltinho, como é popularmente conhecido, tem defendido que a pasta funcione como secretaria de “portas abertas”, mantendo diálogo constante com prefeitos, lideranças regionais e parlamentares, em sintonia com o perfil municipalista do governador Eduardo Riedel.
A estratégia é garantir ambiente institucional estável para que o Estado mantenha o ritmo de entregas, mesmo com a movimentação pré-eleitoral em curso.
O desafio é manter método e critério em meio à pressão típica de ano político. A Casa Civil, nesse contexto, precisa assegurar que demandas sejam organizadas por prioridade e planejamento, evitando que o calendário eleitoral interfira na execução administrativa.
Diante de uma base ampla de sustentação e de duas vagas ao Senado em disputa — além dos demais cargos majoritários e proporcionais —, o ambiente político deve ganhar temperatura nos bastidores. À Casa Civil caberá o desafio de manter a coesão e o equilíbrio da base, articulando interesses sem que a administração pública seja contaminada pelo calendário eleitoral.
Em entrevista recente a uma emissora de rádio, Walter Carneiro Júnior fez um diagnóstico direto sobre o cenário político que se aproxima. Para ele, o calendário eleitoral impõe decisões antecipadas e não permite improvisos.
“Março é um mês muito decisivo… a pessoa tem que definir o domicílio eleitoral… o pretenso candidato tem que decidir a sua filiação partidária (…) e precisa se desincompatibilizar", colocou o titular da pasta.
Perfil adequado
Nesse cenário, Walter Carneiro Júnior se encaixa como o agente público adequado ao perfil exigido pela função. Apesar de ainda integrar uma geração mais nova da política estadual, já reúne bagagem administrativa consistente, acumulada em cargos estratégicos ao longo da carreira.
A vocação para a vida pública também tem raízes familiares. Filho de Walter Benedito Carneiro — deputado estadual por três mandatos e ex-presidente da Assembleia Legislativa, reconhecido como um dos nomes mais influentes da política sul-mato-grossense —, carrega a tradição do diálogo institucional e da articulação política.
Waltinho foi secretário de Fazenda de Dourados, assessor parlamentar na Câmara Federal e diretor-presidente da Sanesul. Atualmente, é primeiro-suplente de deputado federal, condição alcançada após votação expressiva nas últimas eleições, o que reforça seu capital político e sua inserção no cenário estadual.
As experiências acumuladas lhe conferem conhecimento técnico, visão orçamentária e trânsito institucional — atributos essenciais para conduzir a Casa Civil em um período que exige equilíbrio entre articulação política e responsabilidade administrativa.





