A medida cautelar foi decretada pelo Poder Judiciário após a formalização de três boletins de ocorrência distintos, registrados nos anos de 2025 e 2026, todos apontando o mesmo investigado como suspeito de abusos sexuais contra as meninas (menores de idade à época dos crimes), na condição de avô ou “avôdrasto”, exercendo posição de confiança e autoridade sobre as vítimas.
Considerando a gravidade das denúncias, a reiteração dos fatos e a necessidade de proteção das vítimas e de garantia da ordem pública, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, que foi deferida pelo Poder Judiciário. O mandado foi cumprido por uma equipe de investigação da DEPCA, no bairro Vila Romana, em Campo Grande-MS, na residência do investigado, onde ele também mantinha um ponto de pregação religiosa, que utilizava para exercer a função de pastor evangélico.
Durante o cumprimento da ordem judicial, foi apreendido um aparelho de telefone celular, que será submetido à análise pericial, visando à obtenção de elementos complementares de prova. O investigado foi conduzido à DEPCA para formalização do cumprimento do mandado de prisão, sendo sua conduta enquadrada no Artigo 217-A do Código Penal (estupro de vulnerável), com incidência do Artigo 226, inciso II, em razão da relação de autoridade familiar sobre as vítimas.
Após os procedimentos de praxe, o preso será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A identificação das vítimas é rigorosamente preservada, em observância à legislação vigente e à proteção integral de crianças e adolescentes, motivo pelo qual não são divulgados nomes ou informações que permitam sua exposição pública.
A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul reafirma seu compromisso com a proteção da infância e da adolescência, atuando de forma firme e especializada na apuração de crimes sexuais contra vulneráveis.





