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Agentes de imigração americana matam mulher a tiros nos EUA

O caso aconteceu durante ofensiva com milhares de agentes mobilizados em Minneapolis






Um agente de imigração do governo dos Estados Unidos matou a tiros uma mulher durante uma operação em Minneapolis, no estado de Minnesota, segundo autoridades locais. Uma senadora afirmou que a mulher é uma cidadã americana.

De acordo com o DHS (Departamento de Segurança Interna), a mulher de 37 anos tentou avançar com o carro contra agentes do ICE durante uma operação. Uma porta-voz do departamento afirmou que um servidor disparou ao se sentir ameaçado.

A secretária do DHS, Kristi Noem, saiu em defesa dos agentes e classificou a ação da mulher como um ato de “terrorismo doméstico”. Segundo ela, os agentes foram atacados enquanto tentavam retirar um veículo que havia ficado preso na neve.

“Esses ataques com veículos são atos de terrorismo doméstico. Estamos trabalhando com o Departamento de Justiça para processá-los dessa forma”, afirmou.

Em uma rede social, o senador estadual Omar Fateh disse que testemunhas informaram que agentes federais impediram um médico de tentar socorrer e reanimar a mulher. Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou a atuação dos agentes federais.

“Agentes de imigração estão causando caos em nossa cidade”, afirmou. “Exigimos que o ICE deixe a cidade e o estado imediatamente. Estamos ao lado das comunidades de imigrantes e refugiados.”

Após a morte, dezenas de manifestantes se reuniram no local e protestaram contra a atuação de agentes federais e locais. Os manifestantes gritaram palavras de ordem como “Vergonha! Vergonha!” e “ICE fora de Minnesota!”, além de usar apitos.

O caso representa uma escalada nas operações de imigração realizadas pelo governo Trump em grandes cidades americanas. Segundo autoridades, esta é ao menos a quinta morte registrada em ações desse tipo em diferentes estados desde 2024.

Minneapolis e a vizinha St. Paul estão em estado de alerta desde que o DHS anunciou, na terça-feira (6), o início de uma grande ofensiva migratória na região.

Cerca de 2.000 agentes e oficiais devem participar da operação, que está ligada, em parte, a investigações sobre supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali. (Com g1)