Municípios

Tarifaço de Trump explode nas contas e joga Dourados em alerta fiscal

Prefeito Marçal Filho adota medidas duras de contenção para evitar colapso fiscal em Dourados após tarifaço dos EUA






O tarifaço de 50% decretado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu como uma bomba nos municípios brasileiros, atingindo em cheio as exportações nacionais e abalando as economias locais.

Em Dourados, a segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, o prefeito Marçal Filho foi um dos primeiros a se manifestar e admitiu que a situação fiscal da prefeitura, que já era difícil, ficou ainda mais crítica com a medida.

Para tentar conter os danos, Marçal assinou um decreto de contenção de despesas e controle orçamentário que atinge toda a Administração Direta e Indireta.

O prefeito justificou a decisão como a única saída para preservar o equilíbrio fiscal e respeitar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“A Prefeitura de Dourados já enfrentava um quadro fiscal complicado. Agora, com esse tarifaço, o cenário piorou de forma dramática”, declarou o prefeito.

Crise que escorre do campo para a cidade

O setor de proteínas, base da economia sul-mato-grossense, foi o mais impactado pela decisão americana. Com frigoríficos e indústrias concentrados em Dourados, a pancada ameaça reduzir a produção, cortar empregos e encolher a arrecadação municipal.

Economistas já falam em efeito dominó: menos exportações significam menos impostos, menos receita pública e queda na oferta de serviços essenciais. 

O decreto assinado por Marçal Filho prevê cortes de gastos, congelamento de despesas e limitação de contratações. O pacote é considerado duro, mas inevitável para evitar que as contas saiam do controle. Na prática, significa menos margem para investimentos em saúde, educação e infraestrutura.

Refinanciamento de dívidas municipais

Para tentar reforçar o caixa em meio à crise agravada pelo tarifaço, a Prefeitura de Dourados prorrogou até 29 de agosto o prazo de adesão ao Refis 2025, que oferece até 80% de desconto em juros e multas para pagamento à vista.

A medida é vista como uma forma de estimular a adimplência, aumentar a receita municipal e compensar a queda na arrecadação registrada neste ano. Segundo Marçal Filho, todo recurso arrecadado voltará em serviços e obras, aliviando a pressão sobre as finanças do município.