Municípios

MP investiga troca na gestão do Hospital Regional de Ponta Porã

Órgão quer saber por que contrato foi feito sem novo edital






De olho na troca da gestão do Hospital Regional de Ponta Porã, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) quer explicações da SES (Secretaria de Estado de Saúde) sobre a contratação emergencial de uma nova organização social (OS) para administrar a unidade.

O caso virou inquérito civil, aberto pela 1ª Promotoria de Justiça de Ponta Porã, que desconfia que o processo pode ter ignorado a exigência de um novo chamamento público, como prevê a lei.

O contrato anterior, firmado em 2019 com um instituto, chegou ao fim, e no lugar dele a SES contratou, sem edital, uma nova OS. O problema é que nem mesmo representantes dos conselhos municipais de saúde e gestores da região, que participaram de uma reunião recente com o MP, sabiam que a mudança havia sido feita. Isso levantou suspeitas sobre a falta de transparência no processo.

O Ministério Público agora quer respostas. Entre os documentos solicitados à SES e ao antigo instituto estão o contrato original e seus aditivos, os relatórios de acompanhamento, os motivos do encerramento do contrato, além de detalhes sobre a transição dos serviços e os critérios usados para escolher a nova OS.

A promotoria lembra que contratos emergenciais são medidas excepcionais, só podem durar até 180 dias e precisam ser muito bem justificados. A investigação busca entender se houve, de fato, uma situação urgente que justificasse a contratação direta, sem o processo de seleção pública.

Dependendo das respostas, o MP pode propor um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para regularizar a situação, entrar com ação civil pública ou até mesmo arquivar o caso, caso tudo esteja dentro da legalidade.