Política e Transparência

Reinaldo diz que custo da política de juros é um dos maiores entraves

Candidato ao Senado também defende redução da estrutura federal, reajuste da tabela do SUS e maior repasse de recursos aos municípios






O custo da política de juros está entre os principais obstáculos ao desenvolvimento do país, na avaliação do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Durante entrevista à Rádio Hora, em Campo Grande, ele colocou a redução dos juros entre as pautas que pretende levar ao Congresso Nacional e também defendeu o enxugamento da estrutura do governo federal.

Ao tratar do impacto dos juros nas contas públicas, Azambuja afirmou que o país desembolsa mais de R$ 1 trilhão por ano, o equivalente, segundo os números citados por ele, a cerca de R$ 3 bilhões por dia.

O candidato usou a construção de creches como comparação para dimensionar o volume de recursos.

“Isso daria para construir 900 creches por dia, com R$ 3 bilhões que você gasta. É muito dinheiro que está sendo gasto para Brasília, que está custando caro aos brasileiros”, afirmou.

Além dos juros, o ex-governador apontou o tamanho da máquina pública federal como outro problema que considera necessário enfrentar. Para sustentar a crítica, comparou a quantidade de ministérios do governo federal com a estrutura administrativa que manteve em Mato Grosso do Sul.

“Mato Grosso do Sul tinha 18 secretarias. O Brasil tem 38 ministérios. Um absurdo. Os Estados Unidos têm 15, a China 25. Para que 38? Para gastar dinheiro em Brasília e não fazer o dinheiro chegar no município onde moram as pessoas?”, questionou.

Na campanha ao Senado, Azambuja também coloca entre as prioridades o reajuste da tabela do SUS (Sistema Único de Saúde), o combate ao crime organizado na região de fronteira e mudanças na distribuição dos recursos arrecadados pela União.

Mais recursos aos municípios

A descentralização de recursos é outra bandeira apresentada pelo candidato. Azambuja afirma que pretende levar ao Senado a experiência municipalista adotada durante seus dois mandatos no Governo de Mato Grosso do Sul, defendendo que uma parcela maior do dinheiro público seja direcionada diretamente às cidades.

“Menos Brasília e mais Brasil, dinheiro para que os municípios possam investir no que importa para as pessoas. Quero ser um senador municipalista para olhar pelas pessoas das 79 cidades de Mato Grosso do Sul e discutir as prioridades”, declarou.

Na saúde, Azambuja considera a defasagem da tabela do SUS um dos principais gargalos para o financiamento dos atendimentos. Segundo ele, a revisão dos valores pagos por procedimentos é necessária para ampliar a capacidade da rede e reduzir as dificuldades enfrentadas por hospitais filantrópicos.

“O desafio no Senado é reajustar a tabela SUS para ampliar o atendimento. Se a gente não colocar mais recursos, quebram todas as Santas Casas e os hospitais filantrópicos”, afirmou.

O candidato também incluiu a infraestrutura logística entre as pautas que pretende defender no Congresso. Entre as medidas citadas está a retomada e ampliação do transporte ferroviário como alternativa para melhorar o escoamento da produção de Mato Grosso do Sul.