Política e Transparência

Mais da metade vê Lula como o mais prejudicado pela crise no STF

Pesquisa mediu o impacto da situação na Corte nas candidaturas do petista e de Flávio Bolsonaro






Mais da metade dos eleitores considera que a crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal) traz mais prejuízos eleitorais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que ao senador Flávio Bolsonaro (PL). É o que aponta a nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23).

Segundo o levantamento, 52,3% dos entrevistados apontam Lula como o candidato mais prejudicado pelo episódio. Outros 20,8% avaliam que os reflexos negativos recaem principalmente sobre Flávio Bolsonaro.

Há ainda 15,5% que consideram que a crise prejudica os dois candidatos na mesma proporção. Para 7,5%, nenhum dos dois sofre prejuízo eleitoral, enquanto 3,9% não souberam responder.

A percepção de maior desgaste para Lula cresceu em relação à rodada anterior da Atlas/Bloomberg, divulgada em 17 de setembro. Na ocasião, 49,5% apontavam o presidente como o mais prejudicado pela crise no Supremo.

Caso Master também divide eleitorado

A pesquisa também perguntou aos entrevistados qual grupo político consideram mais envolvido no esquema investigado no caso do Banco Master. O resultado mostra divisão: 43,8% apontaram principalmente aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 43,4% citaram aliados de Lula. Considerando a margem de erro, os percentuais estão tecnicamente empatados.

Outros 10,6% disseram considerar aliados dos dois grupos igualmente implicados, enquanto 1,6% apontaram principalmente integrantes do Centrão. A parcela que não soube responder ficou em 0,6%.

A rodada foi realizada depois da sessão do STF de 15 de setembro, marcada por embates entre ministros durante a discussão sobre a abertura de investigação envolvendo as relações do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

A AtlasIntel ouviu 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. A pesquisa tem margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-04739/2026. (Com informações da Jovem Pan)