O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) divulga nesta quarta-feira (5) os próximos passos para a política de juros. A decisão do colegiado sai após às 18h30.
A expectativa dos investidores e especialistas é que o colegiado dê continuidade ao ciclo de cortes na Selic. De acordo as probabilidades das opções de Copom da B3, há 95% de chance de um corte de 0,25 ponto na taxa na reunião desta quarta.
A decisão faria com que a Selic, atualmente em 14,25% ao ano, caia para 14%. Caso se confirme, será o quarto corte seguido na taxa básica de juros.
O atual ciclo de arrefimento foi deflagrado em março deste ano, quando a Selic passou de 15% - patamar mantido desde junho de 2025 - para 14,75%.
Com apostas majoritárias no resultado, as atenções se voltam ao comunicado da autoridade monetária - sobretudo em sinais que indiquem novos cortes ou a paralisação do atual ciclo de afrouxamento monetário.
Inflação abaixo do esperado
A aposta de corte ganhou força depois da divulgação do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15) de julho.
A prévia da inflação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) avançou 0,06% no mês, muito abaixo do esperado, e desacelerou para 4,52% em 12 meses.
Além disso, às vésperas da reunião, o Boletim Focus, que capta as projeções do mercado para indicadores macroeconômicos, reduziu as expectativas para os juros neste ano.
A previsão para a taxa básica foi reduzida para 13,75% ao fim de 2026, ante expectativa de 14% nas últimas cinco semanas.
As expectativas para a inflação também foram reduzidas no Focus, com a previsão do IPCA fechar este ano em 5,03%. Essa foi a quinta semana consecutiva de revisão para baixo da expectativa de inflação.
As previsões de inflação são relevantes para a tomada de decisão sobre a Selic uma vez que a taxa básica é uma ferramente de controle do indicador de preços.
Isso porque com os juros elevados, o BC espera que o consumo seja freado, fazendo com o que a balança entre oferta e demanda de bens e serviços se equilibre, trazendo a inflação para a meta dedinida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
O Copom se reúne em mais três ocasiões neste ano: 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro. (Com CNN - Brasília)






