Os analistas do mercado financeiro reduziram, pela quinta semana consecutiva, a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026, mostra atualização do Relatório Focus divulgada hoje. Junto com a nova estimativa, os analistas passaram a prever uma queda maior da taxa Selic até o fim deste ano.
O que aconteceu
Mercado financeiro prevê inflação em 5,03% no fim deste ano. O percentual corresponde à quinta queda consecutiva das previsões para o IPCA acumulado nos 12 meses finalizados em dezembro. Há quatro semanas, a projeção sinalizava alta de 5,3% do índice oficial de preços. Para os preços administrados, a exemplo dos combustíveis e das contas de luz, a previsão recuou de 5% para 4,93%.
Previsão ainda indica que a inflação vai superar o teto da meta. Apesar dos recuos recentes, o índice deve fechar o ano acima do intervalo estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o índice oficial de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).
Analistas mantêm estáticas expectativas para 2027, 2028 e 2029. Para o ano que vem, as projeções apontam para alta de 4,22% dos preços. Já para 2028 e 2029, as estimativas permanecem em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Perspectivas de inflação para os meses de julho e agosto recuam. O mercado financeiro reduziu de 0,20% para 0,08% a expectativa de inflação para o mês de julho, , que será divulgado na próxima semana. Já para agosto, as projeções apontam para uma deflação de 0,17%, guiada pelo abatimento do chamado “Bônus de Itaipu” sobre as contas de luz.
Juros
Relatório cortou a previsão para a taxa Selic ao final de 2026. As expectativas mostram que a taxa básica de juros deve cair 0,5 ponto percentual neste ano, dos atuais 14,25% ao ano para 13,75% ao ano. Nas últimas semanas, as projeções indicavam apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual da taxa, a ser realizado na reunião da próxima quarta-feira (5).
Projeções para 2027, 2028 e 2029 permanecem estáveis. As perspectivas dos analistas mostram a taxa básica de juros em 12%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.
Selic é a principal ferramenta de política monetária contra a inflação. A elevação dos juros é utilizada como alternativa para limitar o consumo e, consequentemente, conter a alta do IPCA. Por outro lado, quando a Selic recua, ela estimula o consumo e os preços tendem a subir devido à demanda maior por bens e serviços.
Com informações do Portal UOL






