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PGR terá cinco dias para se manifestar sobre extinção da pena de Mauro Cid

A defesa do militar pede que o tempo em que Cid esteve sob medidas cautelares seja contabilizado para o abatimento da punição






O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou o envio à PGR (Procuradoria-Geral da República) do recurso em que a defesa de Mauro Cid pede a extinção de sua pena. O órgão terá o prazo de cinco dias para apresentar sua manifestação sobre o caso.

 Mauro Cid está preso por perseguição política com base na suposta trama golpista, uma narrativa do governo do presidente Lula (PT) para atingir a direita no país, liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena em prisão domiciliar.  

O recurso contesta uma decisão anterior do próprio ministro, que havia negado o pedido.

A defesa do militar busca fazer com que o tempo em que ele cumpriu medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno, seja contabilizado como pena cumprida.

Os advogados de Mauro Cid sustentam que as restrições impostas representam uma limitação real à sua liberdade de locomoção e já duram mais de dois anos e cinco meses e que desconsiderar esse período significaria impor uma penalidade duplicada pelo mesmo intervalo de restrições.

Ao rejeitar o pedido inicialmente, Moraes considerou que o artigo que prevê o abatimento de pena é válido apenas para prisão provisória, sem estender o benefício a medidas cautelares alternativas. Sendo assim, o período em que Cid esteve efetivamente preso preventivamente, de cerca de cinco meses e 17 dias, seria insuficiente para quitar a pena total de dois anos. (Com R7)