Saúde

Baixa vacinação e alta de casos graves acendem alerta em Campo Grande

Com apenas 18% vacinados, Campo Grande vê casos graves e mortes por gripe avançarem






Campo Grande já soma, apenas nos primeiros meses de 2026, 287 casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), com 40 confirmações por Influenza e cinco mortes.

Os números, divulgados pela CIEVS-CG (Coordenadoria de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), expõem um cenário preocupante: a cobertura vacinal entre os grupos prioritários está em apenas 18%, muito abaixo do necessário para conter o avanço da doença.

A baixa adesão à vacina ocorre justamente em um momento de aumento na circulação de vírus respiratórios. Nas unidades de saúde, o reflexo já é sentido com maior procura por atendimentos de urgência e emergência, elevando o risco de superlotação e ampliando o tempo de espera para pacientes.

A situação tende a se agravar com a chegada de períodos mais frios. “Isso é extremamente preocupante, considerando que ainda podemos ter queda de temperatura, o que favorece o aumento dos casos”, alertou a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo.

Diante do avanço dos casos e da resistência da população em se vacinar, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) tenta reagir com uma nova mobilização. No sábado (25), será realizado mais um “Dia D” de vacinação contra a gripe, numa tentativa de frear o crescimento das internações e evitar novas mortes.

A estratégia inclui a abertura de 27 unidades de saúde, das 7h30 às 16h45, além de um ponto central na Praça Ary Coelho, funcionando das 8h às 16h. A vacinação também segue disponível durante a semana nas 74 Unidades de Saúde da Família.

Entre os públicos considerados prioritários estão crianças pequenas, idosos, gestantes, profissionais da saúde e da educação, além de pessoas com comorbidades e trabalhadores de serviços essenciais. São justamente esses grupos os mais vulneráveis às complicações da Influenza.

Apesar das campanhas, o histórico recente não anima. No ano passado, a cobertura vacinal ficou em 59%, também abaixo do ideal. Agora, com índice ainda menor, o risco de agravamento do cenário sanitário na Capital se torna mais evidente.

A avaliação de técnicos da saúde é de que, sem aumento significativo na vacinação, a tendência é de pressão crescente sobre o sistema público, com impacto direto no atendimento e na capacidade de resposta diante dos casos mais graves.