A confirmação da primeira morte pela doença em Jardim elevou para sete o total de óbitos no Estado, que já enfrenta um dos piores cenários desde o início do monitoramento da doença.
A vítima é uma idosa de 83 anos, com comorbidades, que apresentou sintomas como mal-estar, dor no corpo e falta de apetite antes de ser internada.
O quadro se agravou ao longo dos dias, com transferência hospitalar e evolução para óbito na última semana.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya avança em Mato Grosso do Sul em meio ao aumento expressivo de casos. Dados do Ministério da Saúde apontam 3.588 casos prováveis e incidência de 122,7 — a maior do país.
Além do caso mais recente, o Estado já registrou mortes em diferentes municípios, incluindo vítimas idosas e até bebês, o que acende o alerta das autoridades de saúde para a gravidade da situação.
Nos três primeiros meses do ano, Mato Grosso do Sul já acumula o segundo maior número de registros desde 2015. Pelo menos 12 cidades estão em situação de epidemia, entre elas Corumbá, Bonito e Fátima do Sul.
Segundo a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, as equipes estão mobilizadas para conter o avanço da doença, com foco no diagnóstico e no controle do vetor.
"No manejo clínico, preparando as equipes para fazer o diagnóstico diferencial entre dengue e chikungunya, e também estarem preparadas para conduzir os casos", afirmou.
Ela também reforçou o papel da população no combate ao mosquito, destacando a eliminação de água parada como medida essencial para frear a disseminação da doença.
"A população pode muito nos ajudar nesse controle desses reservatórios", alertou.
Enquanto isso, o avanço da chikungunya mantém o sistema de saúde em alerta e amplia a preocupação com novos casos graves nas próximas semanas.





