A CPMI(Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga o chamado “roubo do INSS” realizará sua primeira reunião na próxima terça-feira (26), no Congresso Nacional, informa o R7.
A instalação ocorre em meio a forte disputa política. Depois de perder a presidência e a relatoria da comissão, a base governista deve adotar como estratégia direcionar as investigações para supostas irregularidades ocorridas durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já a oposição promete centrar fogo no atual governo, responsabilizando-o pelo escândalo que atingiu aposentados e pensionistas em todo o país.
O episódio que deu origem à CPMI envolve denúncias de descontos ilegais em benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com prejuízos bilionários para segurados, em um esquema que contava com a participação de associações, sindicatos e até servidores públicos. O caso ganhou grande repercussão nacional, levando o Congresso a unir Câmara e Senado em uma comissão mista para apurar responsabilidades e propor medidas de correção.
A derrota do Palácio do Planalto na articulação política é vista como um revés importante: a presidência ficou com o senador Carlos Viana (Podemos-MG) e a relatoria com a oposição. Esses cargos são estratégicos porque dão poder de comando sobre os rumos da investigação, a convocação de autoridades e a definição da pauta de depoimentos.
Parlamentares de diferentes partidos já preparam requerimentos para convocar ex-ministros da Previdência, gestores do INSS e representantes de entidades envolvidas nas denúncias. O clima é de embate político, e a expectativa é de que a CPMI se transforme em palco de disputas entre governo e oposição ao longo dos próximos meses.