Política e Transparência

‘PP terá candidato ao senado’, Gerson Claro larga na frente na disputa pela vaga

Com a vaga para o Governo do Estado assegurada à reeleição de Eduardo Riedel, todas as atenções estão voltadas para o senado, que terá duas cadeiras em disputa. Tudo leva a crer que Nelsinho Trad e Soraya Tronicke prefiram o caminho mais “tranqu






Nelsinho teria dificuldades em se viabilizar, porque onde quer que olhe enxergará Reinaldo Azambuja como ‘”queridinho do Bolsonaro”, e essa vaga de “queridinho”, é a única que garante passe livre para uma das cadeiras. O ex-presidente faz graça anunciando Giane Nogueira, esposa do Gordinho, deputado federal Rodolfo Nogueira, apenas para mostrar ao Rei, que tem quem quer. E tem mesmo.

Senadora Tereza Cristina já teria avisado ao ex-presidente Bolsonaro que o PP terá candidato ao Senado, Gerson Claro sai na frente na disputa.

Reinaldo no PL, é o melhor desenho para o “grupo dos governadores” construir a chapa dos sonhos. Riedel fica à vontade para ir para o PP, da amiga senadora Tereza Cristina, ou aceitar o convite daquele que pode vir a ser o candidato da direita à presidência, o governador de São Paulo Tarcisio Freitas, do Republicanos.

Fato é, que a senadora Tereza Cristina também colocou na mesa que o PP terá candidato próprio ao Senado, é aí que a leitura fica bem fácil de ser feita. Riedel, Tereza e Reinaldo são hoje as forças políticas mais fortes do Estado e conversam muito bem entre si, o objetivo é único, não ceder espaço demais para a esquerda que já foi dominante nos tempos de Zeca, Vander, Biffi, Dagoberto entre outros. Tereza Cristina ainda não fala abertamente, mas a composição do tabuleiro vem sendo desenhada a algum tempo, e hoje podemos ter tido uma movimentação interessante.

Perguntado sobre o interesse pela vaga do PP e do apadrinhamento de Tereza, Gerson tem sido bem Claro (desculpem-me, não resisti), ele diz que só não será, se isso tiver um milímetro de chance de atrapalhar os planos do grupo, mas a oportunidade não o pegará dormindo. Gerson Claro tem sua trajetória política marcada pelo diálogo, mesmo antes de ser presidente da ALEMS, foi uma espécie de bombeiro em todos os setores que circulou, seja na política partidária, na Assomassul, ou mesmo sendo interlocutor de alguma situação na Assembleia, ainda mesmo sem ser o presidente, essa qualidade aliás, foi fundamental para conduzi-lo à cadeira mais importante daquela casa.

“Sou uma pessoa de grupo, mas a oportunidade não vai me pegar dormindo”, assegura Gerson Claro.

O grupo sabe que em um eventual desembarque da esquerda do governo Riedel, o que parece iminente, Gerson é o algodão entre os cristais, e nessa segunda vaga ao senado é ele quem pode continuar o diálogo com o centro esquerda, sem se afastar da direita. Mesmo o intransigente Bolsonaro sabe que precisa de um nome assim.

Hoje em Brasília, pouco tempo após o próprio Bolsonaro anunciar, em entrevista, que a senadora Tereza disse a ele que o PP terá candidato próprio ao Senado, quem aparece em fotos ao seu lado? Claro, (de novo o trocadilho, perdão), sim ele, Gerson.

E vou mais longe, Tereza Cristina, a mulher forte do agro, é quem que está sendo fundamental na costura de uma pauta de interesse suprapartidário, a lei da reciprocidade, contra as sanções econômicas impostas pelo ídolo do ex-presidente Bolsonaro, o norte americano Donald Trump. Esse é claramente o perfil mais cobiçado pelos partidos Tereza Cristina tem o perfil, Eduardo Riedel já demonstrou isso, Tarcisio Freitas claramente é do diálogo e Gerson se enquadra perfeitamente, e a sua possível madrinha não é café pequeno.

A presidente do PP no MS, é cotada para ser vice em uma eventual candidatura do governador Tarciso (seu amigo pessoal) à presidência.

E pra fechar, nesse clima de construção, a senadora Tereza Cristina aproxima o presidente da Assembleia Legislativa do MS de ninguém menos que o deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, FPA, simplesmente a mais forte de todas (foto de capa). Gerson está ou não “claramente” cumprindo a cartilha de candidato de coalizão? Nos corredores da ALEMS o apoio dos pares é maciço. Resta o cavalo passar, e se passar encilhado, é só montar. Voltaremos, o assunto senado ainda vai render muito.

Joel Silva