A decisão liminar do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de suspender a pesquisa AtlasIntel é vista pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um “teste” para o presidente da corte, Kassio Nunes Marques.
A avaliação é de que o ministro pode usar o caso para testar reações dentro do próprio TSE. A leitura é de que Kassio teve uma postura intervencionista, mas que ainda não é possível prever que esse tipo de postura será uma tendência.
Será a primeira decisão de Kassio no contexto eleitoral a ser avaliada pelo plenário da corte. O tema deve ser analisado nesta terça-feira (9) pela corte eleitoral.
A decisão, por outro lado, animou a base de apoio do pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
Parlamentares bolsonaristas entendem que a suspensão da pesquisa traz uma sinalização de que haverá um "jogo justo" no TSE.
A visão é de que Nunes Marques trará equilíbrio na balança de decisões da justiça eleitoral durante as campanhas, em um contraponto ao que eles alegam que não houve durante a gestão Alexandre de Moraes, nas últimas eleições presidenciais.
A pesquisa AtlasIntel foi a primeira a mostrar os impactos de queda na intenção do eleitorado em votar em Flávio após a divulgação do áudio do senador com um pedido para o ex-banqueiro do Master enviar dinheiro para custear o filme Dark Horse, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Kassio atendeu a um pedido feito pelo PL após a divulgação do levantamento no dia 19 de maio, que alegou que a pesquisa induziu os entrevistados nos questionamentos feitos sobre o áudio.
“A controvérsia suscitada nos autos não se limita, portanto, à mera discordância quanto às escolhas metodológicas da representada, mas envolve alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”, afirmou Nunes Marques.
Em nota, o Instituto disse que respeitará a decisão do ministro, mas que espera que a situação "será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada". (CNN)





